sábado, 29 de julho de 2017

dismissive

I hate this.
I hate the way you make me feel.
I hate your compliments.

I hate the way you treat me in person
And the way you talk to me.

I hate your fake politeness
And your little mind games
‘Cause I know it is just to keep me close
But to keep me away.

I am not your toy
Or a thing to feed your ego.
I bleed and I cry
And you should respect me
‘Cause you bleed and cry too.

I hate writing this
But it prevents me from going mad.
Mad at me, mad at you,
Mad at this dismissive universe
Who allowed this to happen.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

MISTAKEN

Why does it feel like I committed a crime?
Was I reckless to let you in?
Was I so naïve to never see it coming?
Now I am broken.

Why does it hurt so much?
Why does the pain never go away?

I keep playing your words in my head, trying to give them a new meaning.
Wish I´d never felt so at ease.
Wonder I could unsay my honest thoughts.
They seem to be the cause of your estrangement.
Or should we call it a revulsion?

Was it reckless to let you in?
Was I so naïve to never see it coming?
Now I am unease.

Why did you let me in?
Why did you seem so intimate?

I keep fighting these thoughts.
Wish I could recover my blessed ignorance.
Wonder we´d never met.
But I know that's a foolish way to solve things.
Or is it the only way?

Was I reckless to let you in?
Were we both so naïve to never see it coming?
Now I feel silly.

I think I deserve to know why
Whatever reason you had to drift apart
Because I need a closure
If we cannot be friends anymore.

Why does it hurt so bad?
Wish the pain would go away.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

SHE´S FOUND HER WAY BACK

Eu fui uma criança criativa. Já contei essa história. Sempre gostei de escrever. Poesias, letras de música, peças, contos, pensamentos. Sabia que meu caminho profissional seria por aí. E acabei no audiovisual. Ficção sempre foi uma paixão. Paixão que virou Trabalho. Quem poderia desejar sonho mais doce?

Só que a criança criativa havia ido embora. Quer dizer, a criança que expressava seus sentimentos pela escrita tinha, há muitos anos, partido. Ainda bem que a sensibilidade permaneceu. Habilidade de sentir e analisar o trabalho... dos outros. Mas tudo bem. Quando pessoas muito generosas das quais serei eternamente grata me escreveram ou me falaram que minhas notas sobre seus trabalhos foram extremamente úteis e generosas, fiquei feliz. Essas não foram palavras minhas. E esse reconhecimento não tem dinheiro que pague. Você quer muito ver o projeto do outro ser o máximo que ele pode ser. E todo o seu trabalho é orientado nesse sentido. E todo o seu trabalho faz sentido. E é tão gratificante quando esses projetos alcançam esse lugar.

Mas eu ainda sentia falta da minha criança criativa. Da criança que escrevia poesia, letra de música, peça, etc. Da criança que era capaz de transformar dor, alegria, tristeza em arte. Fiz de tudo pra me reconectar com ela, mas como não aconteceu, me convenci de que não merecia reencontrá-la.

Só que o universo tem um jeito “estranho” de funcionar. Parei de tentar entender e decidi só aceitar e agradecer. Um universo que tinha planos grandiosos guardados pra mim, mas sabia que eu não estava pronta pra recebê-los. Um universo que me viu tentar, muitas vezes, ser uma pessoa que eu não era, que me viu tantas vezes negar (por medo ou cegueira) ser a pessoa que eu queria ser. E olha que eu recebi muitos sinais, que eu fui ignorando ao longo da vida, por achar que não era merecedora, que não era capaz, que não era talentosa, que não tinha uma voz ou alguma coisa importante a dizer. Ora, veja quanta tolice a minha.

E somente quando eu parei de me debater e abracei o mantra do “o que tiver de ser, será”, quando eu realmente aceitei receber o amor, os elogios e até mesmo as críticas, desde que eu permanecesse honesta comigo mesma, é que o universo - essa coisinha voluntariosa e indomável - resolveu me mostrar o caminho de volta à minha criança criativa. Aquela linda criança que se alimentava de sentimentos e os traduzia em palavras. Aquela criança destemida que lançava corpo e alma no papel. Aquela criança que, mais do que ser ouvida ou compreendida, desejava emocionar, tocar outras pessoas.

Agora ela vai conseguir. Minha vida meio que depende disso. E a dela também. <3



sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

FIM DE NAMORO

Quando a gente se conheceu, foi mágico. Tudo era novo, fresco, excitante.
Senti meu peito cheio de esperança, meu coração acelerado.
A gente tinha tudo pra dar certo e tinha um longo caminho pela frente.
Mas aí, um deslize. E comecei a duvidar.
Relevei, segui em frente. Queria muito acreditar em nós.
Algumas decepções, mas mesmo assim, perdoei.
A cada agressão, pensava: Essa foi a última, agora ele vai mudar.
Mas nem minhas lágrimas, minha raiva ou minha indiferença o fizeram parar.
Demorei, mas percebi que aquele relacionamento estava se tornando abusivo, doentio.
Sofri, chorei e finalmente chegou ao fim. E não foi bom enquanto durou.
Tchau, 2016, que BOM que você acabou!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Como uma página em branco

Olá, muito prazer.
Acho que não fomos devidamente apresentados.
Eu sou aquela que sempre esteve, mas nunca disse.
Quisera ter dito.
Mas tudo era diferente. Éramos diferentes. Eram outros tempos.
Não me sentia como agora. Ou sentia. Mas não admitia. Não poderia.
Não naquele tempo. Que passou.
Mas não passou.
E agora, estamos aqui, são outros tempos.
Diante da incerteza ou da possibilidade de.
Não importa.
Sem saber, você despertou o melhor de mim.
Sinto-me capaz de respirar fundo e vislumbrar uma outra dimensão.
Sou como uma página em branco.
Espero que você saiba. Só por saber. Só pra saber.
E mesmo se tudo não passar de uma ideia, não voltarei atrás.
Não quero. Não posso. Não sou mais a mesma.
E não sei o que me espera, mas lhe serei eternamente grata.
Foi realmente um prazer em conhecê-lo.

domingo, 21 de agosto de 2016

AOS 35


A gente vai ficando mais velho, ou melhor, mais experiente, e começa a olhar o futuro de um jeito diferente...
35 talvez seja a metade dos anos que eu ainda vou viver, mas não deixa de ser tempo pra caramba!

Neste aniversário, decidi comemorar de um jeito diferente, fazendo um balanço do que aprendi até aqui:

1- A idade que te dão na carteira de identidade não diz quem você realmente é – sua saúde e sua mente é que dizem;
2- Eu só posso ser a melhor versão de mim mesma - e é isso aí;
3- Prioridades mudam, os sonhos jamais – e continuar sonhando me leva pra frente;
4- Gosto das pessoas que gostam de mim, o resto simplesmente não importa;
5- Ter muitos amigos é tudo de bom, mas ter aqueles sinceros que conto com os dedos da mão, é essencial – não importa onde eles estejam, sempre estarão lá pra mim;
6- Ter alguém (ou “alguéns”) foda em quem se espelhar é muito importante, mas é necessário caminhar sempre com as próprias pernas;
7- Criticar, só aquilo que eu realmente conheço – aprendo mais quando escuto mais e falo menos;
8- Não sei de tudo e nunca saberei – ainda bem! Mas continuar aprendendo é um movimento constante e necessário;
9- Comer como uma garota de 20 anos vai te deixar com o peso de uma garota de 20 anos... Só que somados aos seus 35;
10- Eu não fiz tudo que queria até aqui, mas quando olho pra trás, vejo que fiz muita coisa que jamais imaginei que fosse capaz de fazer – e isso é maravilhoso!
11- Eu realmente preciso escrever com mais frequência nesse bendito blog!

Feliz aniversário pra mim!
E que venham os próximos 35!

domingo, 24 de abril de 2016

A 21st century tale

And so it begins the story of a girl… Let’s just call her J.
She is every girl who dreams about conquering the world when she’s 20.
She suffers and struggles but keep on dreaming about this wonderful future. And suddenly, she turns 30 and realizes it took her 10 years to take a tiny step towards this so-called dream. And then she cries and ask herself what is she gonna do now. Time passes by, the clock ticks and she drown herself in despair.
She feels like that tiny step took her so much effort that she truly believes this is it. That’s how far she could go. So she settles down and enjoy her life the way it is.
But that doesn’t last long because she keeps receiving this encrypted messages from the universe, telling her to go on, to keep moving, to keep on dreaming. Whether a song, a movie line or a friend advice, those things reach deep into her soul, filling her with inspiration and excitement. It is a feeling very similar to that one she felt when she was 20, only know she feels less afraid.
Yes, I said "less afraid" because there is always this fear holding her back. She´s always got an excuse. She feels not ready, not good enough, not worth it. But it is just a cover up or a protection from… From what now? Deep down, it is just some stupid narcissism, some fear of throwing herself into the unknown, of riding a roller coaster she is not able to control or predict. The lack of feeling safe. It’s like giving away her heart and soul in a silver plate for people to taste and judge.
Because she cares too much about what they will or won’t feel about it. She needs that approval. She wants to be perfect.
But what she does not know yet is that nobody is perfect.
And her clock is still ticking…