domingo, 22 de setembro de 2019

RELATO DE PARTO

Desde que decidi engravidar, em 2017, comecei a pesquisar sobre PARTO HUMANIZADO e descobri que sabia muito pouco sobre o assunto. E descobri também como o PARTO NORMAL era visto como um vilão para muitas mulheres, que associavam este momento a uma experiência de dor e sofrimento.
Minha jornada começou quando assisti o tão necessário documentário O RENASCIMENTO DO PARTO. Ali entendi muito sobre as violências obstétricas e a influência pesada da construção machista e patriarcal sobre o PARTO.
Em setembro de 2018, quando engravidei, só tinha uma certeza: eu queria "sim, com certeza" um parto humanizado, fosse ele em casa ou no hospital, e queria um parto natural.
O segundo passo foi procurar uma equipe médica com olhar humanizado. E assim chegamos ao Coletivo Nascer da maravilhosa Ana Cris Duarte. Lá fizemos todo o acompanhamento pré-natal e dividimos com outras mães os anseios e dúvidas do parto e da maternidade. Entendi também as reais necessidades de uma cesárea, e que também poderia ser humanizada.
Foi lá também, numa palestra sobre PLANO DE PARTO (outra grande ferramenta da família no momento do parto), que conheci minha doula anja Camila Aguiar, pessoa maravilhosa que foi essencial para que eu tivesse o parto dos sonhos. Além das dicas maravilhosas para o parto e pós-parto, ela me foi uma grande fonte de força e empoderamento e me fez a todo momento acreditar que eu era capaz.
Meu trabalho de parto começou quando completamos 40 semanas. Naquela terça-feira, eu e marido fomos à consulta pré-natal cansados e frustrados. Eu reclamava da barriga dura e da dificuldade em dormir. Estava ansiosa também. Queria ver logo a carinha da minha filha e pegá-la nos braços. Mas como eu não tinha nenhum dos sintomas previstos para um início de trabalho de parto, as previsões não eram animadoras e a gravidez poderia ir até as 42 semanas. Naquele dia, conversei com a doula e decidi fazer uma indução natural. Eu já estava na osteopatia com a maravilhosa Violaine há alguns meses para aliviar as dores nas pernas, quadril e estômago. Naquela quinta-feira, fiz a indução numa sessão de acupuntura. A osteopata me recomendou repouso total e me receitou um shake com néctar de damasco e óleo de rícino para ser tomado na sexta-feira de manhã.
E assim fizemos.
Na sexta-feira, depois de tomar o shake e deitar de novo, acordei por volta das 13h e percebi um pouco de sangue na hora de fazer xixi. Ao contrário do que se imagina, aquele foi o momento mais feliz da minha vida! Eu não tinha tido nenhum sinal ainda, nem mesmo da perda de tampão, então ver aquele sangue na privada foi motivo de pura excitação. Acordei o marido, almoçamos e sentamos pra ver televisão. Lá pelas 15h, senti uma umidade na calcinha. Ao chegar no banheiro, vi aquele líquido com cheiro de água sanitária escorrer. Era a bolsa que estava vazando. Fiquei ainda mais animada. Avisei a doula e fiquei em casa de boa com uma dorzinha bem discreta e gostosinha no topo da barriga. Pedi ao marido para me fazer uma canjica doce. Estava feliz da vida. Por volta das 17h, a doula chegou e fui para o chuveiro. A bolsa estava vazando mais, mas como ainda não tinha contrações ritmadas, Camila foi pra casa e eu fiquei no chuveiro, sentada na bola de pilates relaxando. Por volta das 18h comecei a sentir as contrações de verdade e sem nenhum intervalo entre elas. Ao contrário do que eu imaginava, a dor não era uma cólica, mas uma queimação no quadril que se intensificava e depois sumia, como uma onda. Comecei a andar pela casa enquanto esperava a doula voltar. Comi a canjica, mas nem lembro que gosto tinha, pois estava já numa outra dimensão. Por volta das 21h, Camila voltou. Fazia massagem no quadril para aliviar a dor no pico das contrações. A obstetriz, uma fada chamada Cibele Macedo, chegou em casa por volta das 23h e, ao me examinar, viu que eu já estava com 9 centímetros de dilatação e era hora de ir para o hospital. E lá fomos nós. Marido no volante, Camila no passageiro, Cibele no banco de trás comigo deitada no colo dela enquanto as contrações, sem intervalo, anunciavam um parto rápido.
Chegamos na maternidade perto da meia noite e, depois das chatices da admissão, eu, marido, doula e obstetriz, nos juntamos a querida obstetra Lívia Franzini na sala de parto. Não tive banheira, mas tive chuveiro, bola, cama e banqueta de parto pra ir revezando durante as contrações, sempre incentivada pela equipe, em especial minha doula querida, que quando eu reclamava da dor, sempre tinha palavras positivas de encorajamento e conforto. Lá pelas 2h (não tenho certeza da hora exata), doula e obstetra foram descansar um pouco e a fada Cibele ficou comigo. Subi na cama e, de cócoras durante os picos das contrações, fui administrando a dor. Já estava muito cansada e Cibele me pediu pra colocar a mão e sentir a cabecinha da bebê. Aquilo foi de uma emoção imensa e me renovou a força e coragem pra continuar ali firme. Ao me examinar de novo, Cibele percebeu um inchaço do lado esquerdo do colo do útero que estava impedindo o encaixe da bebê. Fez massagem com óleo de prímula e gelo e a dorzinha chata que tinha daquele lado desapareceu. Lá pelas 4h, a doula e a obstetra voltaram e era hora de agir. Fizemos os exercícios de spinning baby, todo mundo ajudando, inclusive o marido. Camila tirou o relógio da sala para eu não ficar preocupada com o tempo e começou a me incentivar a fazer força quando as contrações viessem. Como elas estavam mais espaçadas, eu, deitada na cama, conseguia dormir e descansar um pouquinho entre elas. E isso foi muito bom. Lá pelas 5h, fui pra banqueta de parto, marido atrás amparando as costas, obstetra no chão monitorando os batimentos da bebê, tudo forrado e preparado pro nascimento. Comecei a fazer força durante as contrações, a bebê estava ótima, mas nada de descer e sair. Camila e Cibele sempre com suas doces palavras de incentivo e encorajamento me ajudando a ficar firme. Beatriz estava chegando. Lembrei de uma vocalização que havia aprendido na aula de dança materna com a linda Pamela Morimoto que consiste em emitir um A bem forte, transformando o corpo numa grande caixa acústica que vibra e permite o bebê se encaixar melhor. Nos intervalos das contrações, eu vocalizava longos As e na contração fazia força. Na primeira força, senti o círculo de fogo. Fui tomada por uma felicidade imensa. Beatriz estava quase chegando. Na segunda força, senti minha filha já no canal vaginal, eu a chamava e ela se mexia. E eu sentia tudo. Que momento divino e mágico, ela estava ali me dando força para continuar. Na terceira força, às 6h22 da manhã de um lindo sábado, Beatriz nasceu. Naquele momento eu senti a força da natureza, meu poder como mulher, como animal, como mãe. Meu marido chorou. Eu já nem lembrava mais da dor ou do cansaço. Como um ser muito racional que sou, achei que isso seria impossível, mas descobri que hormônios são poderosos. Eu era pura alegria e amor. Nunca me senti tão bem e viva em toda a minha vida. Abraçamos nossa filha e lhes demos as boas vindas. Subi na cama sozinha, deitei, colocamos ela no peito e ela mamou como louca. Olhinhos espertos e boca certeira. Foi lindo. Ficamos ali, eu, marido e Bia curtindo nossa hora dourada com muito amor e alegria. Depois, esperamos o nascimento da placenta, que não demorou mais que 20 minutos. Em seguida, Gabriel, meu marido, cortou o cordão. Bia foi examinada pela pediatra Thais Zenero no meu colo. Tudo feito com muito amor e carinho. Levei alguns pontos pela laceração do períneo, mas não senti dor nenhuma. Como tenho aflição da agulha, reclamei um pouco, mas logo passou. Não mudaria nada do que aconteceu.
Fiz questão de citar o nome de todas as mulheres maravilhosas que me ajudaram nessa jornada porque essa é a prova de que nós mulheres somos fortes, donas de nossos corpos e mentes e capazes de feitos excepcionais como parir de forma natural e saudável. E espero que esse seja só o primeiro de muitos bons exemplos que darei a essa menina maravilhosa que coloquei no mundo. Beatriz, você me ensinou a ser uma pessoa melhor. Te amo.

sábado, 20 de janeiro de 2018

SADNESS

And I let this blue feeling invades my heart and produces some tears.
In a way, it makes me stronger, it gives me courage and the awareness that I can do anything.
That I can fight the world...
Even if I feel I am not ready or worth of it.
So I'll let this feeling takes me by assault, transforms me, pushes me forward...
Because if I can feel it, I can manage it or just find the right spot to place it inside of me.

domingo, 24 de dezembro de 2017

AUTO DE NATAL

O mundo está mesmo muito chato...

...pra você que é HOMEM
...pra você que é de raça BRANCA
...pra você que é CIS
...pra você que é HETERO
...pra você que NÃO DEPENDE de programas sociais
...pra você que sempre teve PLANO DE SAÚDE
Que sempre estudou em ESCOLA PARTICULAR
Que fez FACULDADE
...pra você que pode fazer ESTÁGIO NÃO-REMUNERADO
...pra você que TRABALHA
...pra você que NÃO quer ter FILHOS
...pra você que não SUSTENTA uma CASA ou uma FAMÍLIA
...pra você que acha BONITO fazer caridade
...pra você que mora em CASA PRÓPRIA
Que mora em BAIRRO BOM
Que anda de CARRO
...pra você que neste Natal vai estar no CONFORTO da sua casa, com a sua família, trocando presentes e comendo peru e arroz com passas.

Só não esqueça que tem muita gente que NÃO está nessa lista.

Se pra você está chato, aprenda a lidar com isso. Pra você é fácil.

Porque pra elas, está simplesmente insuportável.

É POR ELAS que o mundo PRECISA e vai continuar CHATO.

Feliz Natal.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Se o preço é “acabar com o romance”, eu também troco DE BOA

O texto não é meu, mas como eu não uso mais FB e ele merecia muito o compartilhamento, pedi autorização à autora, a maravilhosa roteirista e escritora Renata Corrêa, para publicar aqui.

Simplesmente leiam! Eu não preciso dizer mais nada...

"Gwyneth Paltrow é da elite de Hollywood. Seus pais são trilhardários e o padrinho dela é o Spielberg. Sim, o cara que fez ET derramou a água batismal na cabeça dela quando ela era bebê. Quando ela foi assediada pelo Weinstein ela namorava o Brad Pitt.
Se isso aconteceu com ela imagina com produtoras, assistentes, figurinistas, atrizes menos famosas?
O caso tem todos os elementos que nós, mortais, longe de Hollywood estamos cansadas de saber.
Um homem de poder assedia.
TODO MUNDO sabe e comenta.
Aparece uma mulher com coragem e relata para dar um basta naquilo.
A mulher é ameaçada, silenciada e desacredita pelos homens ao redor.
O caso é abafado.
Até que surja mais um caso, mais uma evidência, mais um indício.
Outras vítimas aparecem. O abusador nega, diz que vai processar a imprensa e logo se fiz arrependido.
Agora disse que vai fazer uma “rehab de comportamento sexual” na Europa.
Rehab de comportamento sexual? Ele não buscava sexo. Ele exercia poder através da intimidação. Sexo é outra coisa. Assédio não é sexo, estupro não é sexo. Sexo é algo que pessoas adultas fazem, querendo, consentindo.
O cara ainda está destruindo a carreira da própria esposa, que tem ume grife de vestidos e agora descobriu que ele obrigava as atrizes a usarem a marca nos tapetes vermelhos. Destruiu a vida das assediadas e da azarada que decidiu dividir o teto com ele.
No Brasil não é diferente. TODOS OS DIAS alguma conhecida me relata um caso onde as instâncias de poder que deveriam proteger as mulheres simplesmente lavam suas mãos: chefes, Rhs, delegacias da mulher.
Homens: simplesmente mantenham os seus paus dentros das calças. Não é difícil. Para vocês combaterem o assédio basta não assediar. Parem de hipocrisia e babaquice. Ninguém é obrigada a lidar com macho babando igual cachorro velho se esfregando na gente. É simplesmente nojento.
::
Ah, mas me perguntam alguns amigos homens bem intencionados:
“O feminismo vai acabar com o romance. Tudo agora é assédio!”
ou
“Ah, mas acontece né? Supera... pô não é possível que isso vá acabar com a vida de alguém”
Eu pedi autorização para duas amigas próximas, para contar as histórias de assédio delas.
Uma delas tinha 17 anos e estava no terceiro ano do ensino médio. Tinha acabado de ser transferida para uma escola particular, ela estudava numa pública antes. Os pais decidiram transferir para ela se preparar melhor pro vestibular. Ela não tava conseguindo fazer muitos amigos, mas o professor de química era muito maneiro, vizinho dela, dava uma super força, corrigia as provas com ela junto. Um dia ele ofereceu uma carona, ela aceitou. Pq não aceitaria? Ele estava há um semestre se mostrando uma pessoa confiável com a qual ela convivia todo dia. Pois bem, chegando na rua da casa dela ele passou a mão na perna dela e começou a dizer o quanto ela era bonita, especial, madura. Ela ficou paralisada, sem reação num primeiro momento. Mas logo soltou o cinto, deu dois beijinhos no cara fingindo que nada tinha acontecido e saiu correndo. Ela tropeçou no meio fio bateu a boca e perdeu um dente. Ele arrancou com o carro. Ela não voltou para escola e perdeu aquele ano, atrasando sua formação. Anos depois no mestrado, um professor ofereceu carona para ela e outros alunos para ir pro metrô e ela teve uma crise de pânico.
O outro caso uma amiga estava fazendo um tratamento ginecologico complicado. Ela era super nova mas queria ter filhos, e sabia que o problema que ela tinha poderia afetar esse desejo no futuro. Depois de uma consulta de rotina ela desceu da maca e o médico dela (que eu conheço e o dedo tá coçando pra dar o nome) ofereceu uma pomada. Ela estranhou, perguntou para que, e ele simplesmente passou a pomada na mão e meteu na buceta dela “massageando” pra ensinar ela a passar a medicação adequadamente. Ela começou a chorar ele desconversou, perguntou pq ela estava tão abalada. Ela demorou TRÊS ANOS para voltar em outro profissional, que, pasmem!, disse para ela que não havia problema nenhum, que o tratamento longo e complicado que ela tinha se submetido três anos atrás era uma mentira. Mentira usada para facilitar o assédio e a submeter.
Quando caras como esses assediam eles estão dizendo que o pau deles é mais importante que a nossa carreira, nossa educação e nossa saúde. Foda-se se minha amiga atrasou o sonho de ser médica ou a outra acreditou por meses que era estéril se submetendo a um tratamento que, com sorte, foi ineficaz e não perigoso. Foda-se. É mais importante mostrar para as mulheres que não existe lugar no mundo para elas e que homens podem fazer o que quiserem, mesmo que isso afete nosso futuro, nossa integridade física e emocional.
Se o preço de isso parar é “acabar com o romance” como conhecemos hoje eu troco DE BOA. Sem problema nenhum. Prefiro ficar sem romance do que me submeter."

domingo, 8 de outubro de 2017

Inspiração X Transpiração

Será que inspiração é mesmo uma coisa divina, um dom?

E se eu não acreditar nessa entidade divina, seria um gênio da lâmpada, uma força da natureza?

Longe de mim tirar o mérito daqueles que nascem com um talento, predestinados a uma coisa que fazem com tanto capricho e aparente facilidade. Mas não foi um cara desses, Tiger Woods pra ser mais exata, que falou uma vez “quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho”? O próprio Ayrton Senna era um cara obcecado por treino e fascinado por mecânica.

Pois bem, acredito que a maioria de nós não se encaixa na categoria “prodígio” e não dá pra ficar olhando pra cima esperando que um raio inspirador caia na cabeça. Essa coisa de sentar e ficar olhando a folha em branco? É a maior balela que eu já ouvi!

Por isso, mesmo para os predestinados, está mais do que claro que inspiração é sim transpiração. É treino, é estudo, é questionamento, é muita tentativa e erro pra chegar ao acerto.

Não ache nunca que te falta talento ou dom.

Você só pode se sentir inspirado pelas coisas que vive, que vê, que ouve, que sente. O nada só pode inspirar o nada.

O que não pode faltar mesmo é esforço. Mas esforço no sentido de buscar fontes de inspiração.

Rodeie-se de pessoas, livros, filmes, músicas, qualquer coisa que estimule aquilo que você está buscando.

E se você não tiver clareza do que busca, faça coisas que você gosta e se exponha a novas sensações.

Eu te garanto que um lampejo de inspiração vai surgir, inevitavelmente.

Inspiração vem da alegria, mas principalmente da dor, porque é quando estamos mais sensíveis. Vem daquilo que nos surpreende e nos arrebata, vem do gozo, do medo, da dúvida… Vem de tudo que está a nossa volta.

Tudo que precisamos fazer é prestar mais atenção.

sábado, 12 de agosto de 2017

Dull Boy

Dear Jack,
I am writing this because I know you will never read it.
But I kinda hope you would.

You should know you woke the best and worst in me.
The best - because I see myself differently now, you made me brave, you made me believe.
The worst - because you broke me and I don't know how to fix me.
Don't get me wrong, I am just intriged...
You went from "closest friend" to "coldest stranger" in a blink of an eye.
And you didn't tell me WHY.

And when I was ready to let you go, I saw your little "homage"
And that really pissed me off
Because that "WHY?" started echoing inside my head again.

I have tried to hate you since them, but I couldn't.
Not because I am weak, but because I am vain.

And after torturing myself to understand WHY
I decided to simply ask you
But again, you left me with no answer.

I believe you do like the game.
Well, just so you know, I DON'T.
I'd rather be your earnest friend. I really do.
Or I did.
'Cause again I feel hurt, stupid and wrong.

But WHY do I fuckin' care?

I am using this pain to express myself artistically and I am doing great.

You don't deserve any of these words.
But I had to get it out of my system.


sábado, 29 de julho de 2017

dismissive

I hate this.
I hate the way you make me feel.
I hate your compliments.

I hate the way you treat me in person
And the way you talk to me.

I hate your fake politeness
And your little mind games
‘Cause I know it is just to keep me close
But to keep me away.

I am not your toy
Or a thing to feed your ego.
I bleed and I cry
And you should respect me
‘Cause you bleed and cry too.

I hate writing this
But it prevents me from going mad.
Mad at me, mad at you,
Mad at this dismissive universe
Who allowed this to happen.