domingo, 21 de agosto de 2016
AOS 35
A gente vai ficando mais velho, ou melhor, mais experiente, e começa a olhar o futuro de um jeito diferente...
35 talvez seja a metade dos anos que eu ainda vou viver, mas não deixa de ser tempo pra caramba!
Neste aniversário, decidi comemorar de um jeito diferente, fazendo um balanço do que aprendi até aqui:
1- A idade que te dão na carteira de identidade não diz quem você realmente é – sua saúde e sua mente é que dizem;
2- Eu só posso ser a melhor versão de mim mesma - e é isso aí;
3- Prioridades mudam, os sonhos jamais – e continuar sonhando me leva pra frente;
4- Gosto das pessoas que gostam de mim, o resto simplesmente não importa;
5- Ter muitos amigos é tudo de bom, mas ter aqueles sinceros que conto com os dedos da mão, é essencial – não importa onde eles estejam, sempre estarão lá pra mim;
6- Ter alguém (ou “alguéns”) foda em quem se espelhar é muito importante, mas é necessário caminhar sempre com as próprias pernas;
7- Criticar, só aquilo que eu realmente conheço – aprendo mais quando escuto mais e falo menos;
8- Não sei de tudo e nunca saberei – ainda bem! Mas continuar aprendendo é um movimento constante e necessário;
9- Comer como uma garota de 20 anos vai te deixar com o peso de uma garota de 20 anos... Só que somados aos seus 35;
10- Eu não fiz tudo que queria até aqui, mas quando olho pra trás, vejo que fiz muita coisa que jamais imaginei que fosse capaz de fazer – e isso é maravilhoso!
11- Eu realmente preciso escrever com mais frequência nesse bendito blog!
Feliz aniversário pra mim!
E que venham os próximos 35!
domingo, 24 de abril de 2016
A 21st century tale
And so it begins the story of a girl… Let’s just call her J.
She is every girl who dreams about conquering the world when she’s 20.
She suffers and struggles but keep on dreaming about this wonderful future. And suddenly, she turns 30 and realizes it took her 10 years to take a tiny step towards this so-called dream. And then she cries and ask herself what is she gonna do now. Time passes by, the clock ticks and she drown herself in despair.
She feels like that tiny step took her so much effort that she truly believes this is it. That’s how far she could go. So she settles down and enjoy her life the way it is.
But that doesn’t last long because she keeps receiving this encrypted messages from the universe, telling her to go on, to keep moving, to keep on dreaming. Whether a song, a movie line or a friend advice, those things reach deep into her soul, filling her with inspiration and excitement. It is a feeling very similar to that one she felt when she was 20, only know she feels less afraid.
Yes, I said "less afraid" because there is always this fear holding her back. She´s always got an excuse. She feels not ready, not good enough, not worth it. But it is just a cover up or a protection from… From what now? Deep down, it is just some stupid narcissism, some fear of throwing herself into the unknown, of riding a roller coaster she is not able to control or predict. The lack of feeling safe. It’s like giving away her heart and soul in a silver plate for people to taste and judge.
Because she cares too much about what they will or won’t feel about it. She needs that approval. She wants to be perfect.
But what she does not know yet is that nobody is perfect.
And her clock is still ticking…
She is every girl who dreams about conquering the world when she’s 20.
She suffers and struggles but keep on dreaming about this wonderful future. And suddenly, she turns 30 and realizes it took her 10 years to take a tiny step towards this so-called dream. And then she cries and ask herself what is she gonna do now. Time passes by, the clock ticks and she drown herself in despair.
She feels like that tiny step took her so much effort that she truly believes this is it. That’s how far she could go. So she settles down and enjoy her life the way it is.
But that doesn’t last long because she keeps receiving this encrypted messages from the universe, telling her to go on, to keep moving, to keep on dreaming. Whether a song, a movie line or a friend advice, those things reach deep into her soul, filling her with inspiration and excitement. It is a feeling very similar to that one she felt when she was 20, only know she feels less afraid.
Yes, I said "less afraid" because there is always this fear holding her back. She´s always got an excuse. She feels not ready, not good enough, not worth it. But it is just a cover up or a protection from… From what now? Deep down, it is just some stupid narcissism, some fear of throwing herself into the unknown, of riding a roller coaster she is not able to control or predict. The lack of feeling safe. It’s like giving away her heart and soul in a silver plate for people to taste and judge.
Because she cares too much about what they will or won’t feel about it. She needs that approval. She wants to be perfect.
But what she does not know yet is that nobody is perfect.
And her clock is still ticking…
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Melindre de roteirista
me.lin.dre
sm (cast melindre) 1 Facilidade em amuar. 2 Delicadeza afetada ou natural no trato. 3 Cuidado extremo em não magoar ou ofender por palavras ou obras. 4 Recato, mimo, pudor. 5 Escrúpulo.
Interessantes definições da palavra no dicionário...
O maior exercício diário que um produtor criativo deve fazer é o de encontrar maneiras construtivas de fazer críticas.
Roteiristas não são muito amigos de críticas. Dos iniciantes aos veteranos, a crítica é o grande fantasma que assombra as reuniões criativas.
1 O roteirista que acha que seu suor não foi reconhecido e pensa: “Senta aqui pra escrever pra ver o que é bom, não têm o menor respeito pelo meu trabalho, não sabe o quanto eu suei pra escrever esse texto que está detonando sem dó nem piedade”.
2 O consultor, que também é roteirista, e se compadece do sofrimento alheio.
3 O diretor que precisa do roteirista, mas quer garantir que ele faça exatamente o que ele quer, muitas vezes sem que ele se dê conta disso.
4 O estagiário que está no fogo cruzado anotando tudo, tentando ser legal com todo mundo e concordando com tudo.
5 O produtor, criatura muitas vezes demonizada por ter a ingrata missão de estabelecer limites ao criador. O excesso ou a falta de zelo pode colocar tudo a perder. E é preciso garantir que todos os outros trabalhem felizes.
Como produtora criativa e roteirista em formação, minha tarefa é ajudar o roteirista a encontrar seu caminho. Às vezes, cabe a mim também aconselhar sobre esses caminhos. Mas nem sempre o caminho escolhido pelo roteirista será o melhor para o diretor ou o produtor ou, ainda, o projeto.
A crítica é também um exercício árduo, suado, porque não pode estar pautado em gosto pessoal, intuição, limitação de repertório ou desconhecimento de assunto/causa.
Você precisa conhecer bem o roteirista, suas intenções, anseios, desejos e limitações. E muitas vezes, por mais cuidado que se tenha, alguém ainda vai acabar magoado com sua crítica. Haja frustração...
Não sei se existe remédio pra tanto “melindre”. Mas quando existe uma relação mútua de confiança e respeito, críticas devem ser recebidas e interpretadas de maneira positiva. Afinal, não estamos todos trabalhando pelo mesmo objetivo?
sm (cast melindre) 1 Facilidade em amuar. 2 Delicadeza afetada ou natural no trato. 3 Cuidado extremo em não magoar ou ofender por palavras ou obras. 4 Recato, mimo, pudor. 5 Escrúpulo.
Interessantes definições da palavra no dicionário...
O maior exercício diário que um produtor criativo deve fazer é o de encontrar maneiras construtivas de fazer críticas.
Roteiristas não são muito amigos de críticas. Dos iniciantes aos veteranos, a crítica é o grande fantasma que assombra as reuniões criativas.
1 O roteirista que acha que seu suor não foi reconhecido e pensa: “Senta aqui pra escrever pra ver o que é bom, não têm o menor respeito pelo meu trabalho, não sabe o quanto eu suei pra escrever esse texto que está detonando sem dó nem piedade”.
2 O consultor, que também é roteirista, e se compadece do sofrimento alheio.
3 O diretor que precisa do roteirista, mas quer garantir que ele faça exatamente o que ele quer, muitas vezes sem que ele se dê conta disso.
4 O estagiário que está no fogo cruzado anotando tudo, tentando ser legal com todo mundo e concordando com tudo.
5 O produtor, criatura muitas vezes demonizada por ter a ingrata missão de estabelecer limites ao criador. O excesso ou a falta de zelo pode colocar tudo a perder. E é preciso garantir que todos os outros trabalhem felizes.
Como produtora criativa e roteirista em formação, minha tarefa é ajudar o roteirista a encontrar seu caminho. Às vezes, cabe a mim também aconselhar sobre esses caminhos. Mas nem sempre o caminho escolhido pelo roteirista será o melhor para o diretor ou o produtor ou, ainda, o projeto.
A crítica é também um exercício árduo, suado, porque não pode estar pautado em gosto pessoal, intuição, limitação de repertório ou desconhecimento de assunto/causa.
Você precisa conhecer bem o roteirista, suas intenções, anseios, desejos e limitações. E muitas vezes, por mais cuidado que se tenha, alguém ainda vai acabar magoado com sua crítica. Haja frustração...
Não sei se existe remédio pra tanto “melindre”. Mas quando existe uma relação mútua de confiança e respeito, críticas devem ser recebidas e interpretadas de maneira positiva. Afinal, não estamos todos trabalhando pelo mesmo objetivo?
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
A TÉCNICA LIBERTA
Bomba!
Sim, meus caros, foi isso mesmo que vocês leram: A técnica liberta!
E se alguém tem preconceito, pare de ler agora! Ou melhor, leia sim, pois estou aqui pra provar que é verdade.
Mais de um ano analisando todo tipo de projetos de ficção, aprendendo muito e trocando figurinhas valiosas com produtores, diretores, roteiristas e montadores renomados do nosso Audiovisual já me credenciam, pelo menos um pouco, pra falar da arte de contar histórias. Além disso, digo com orgulho que um dos motivos pelo qual abandono esse blog de tempos em tempos, é porque estou estudando muito, lendo muito, aprendendo muito e pensando muito em um post que valha a publicação.
Desde julho, participo de um curso intensivo de roteiro que mudou a minha vida e minha percepção sobre a importância de se conhecer a técnica e as bases do storytelling. Foi amor à primeira aula: A partir dos estudos dos 3 campos narrativos, criados pelo teórico americano David Bordwell, estou descobrindo como a técnica é uma ferramenta essencial para a escrita de roteiros. E também para sua melhor análise e compreensão. E por que não, para criticar meus projetos pessoais.
A grande virtude de uma boa análise está em entender o quê (e como) um projeto está querendo lhe dizer alguma coisa. E fazer as perguntas certas. Sem isso, em primeiro lugar, não há análise competente. Uma boa análise JAMAIS se apoia no gosto pessoal. Ela se vale de objetivos e interesses dos envolvidos, oportunidade, momento e entendimento.
Mas voltemos à técnica...
Para quem acha que isso é um bicho feio que lança raios congelantes e engessadores, meus pêsames. E não reclame se o feedback do seu projeto for mais negativo do que positivo!
O conhecimento - e o domínio - da técnica te levam a fazer os questionamentos corretos pra entender os eventuais problemas. Veja que não estou aqui falando de manuais com regras e fórmulas. Tampouco estou criticando ou abominando sua existência - todos eles beberam em fontes mais sólidas, estabelecidas há mais de dois mil anos. A técnica dialoga diretamente com a arte e com o contexto sociocultural na qual está inserida.
Fato é que a técnica tem me ajudado a olhar com mais atenção e cuidado para os projetos que analiso. E a, realmente, dar sugestões construtivas, que levem a soluções satisfatórias. A expressão "conheça o seu público" agora é empregada da forma correta - e sim, tem a ver com cultura e com História!
Caros amigos, só posso dizer mesmo que a técnica liberta. Da dúvida. Da ignorância. Da limitação. Porque quando você a tem internalizada, sobra mais tempo para criar e inovar.
E se vale a analogia barata: Só se pode transgredir o processo de preparo de um bolo de chocolate se realmente souber como se faz um. Não preciso dizer mais nada, né?
Sim, meus caros, foi isso mesmo que vocês leram: A técnica liberta!
E se alguém tem preconceito, pare de ler agora! Ou melhor, leia sim, pois estou aqui pra provar que é verdade.
Mais de um ano analisando todo tipo de projetos de ficção, aprendendo muito e trocando figurinhas valiosas com produtores, diretores, roteiristas e montadores renomados do nosso Audiovisual já me credenciam, pelo menos um pouco, pra falar da arte de contar histórias. Além disso, digo com orgulho que um dos motivos pelo qual abandono esse blog de tempos em tempos, é porque estou estudando muito, lendo muito, aprendendo muito e pensando muito em um post que valha a publicação.
Desde julho, participo de um curso intensivo de roteiro que mudou a minha vida e minha percepção sobre a importância de se conhecer a técnica e as bases do storytelling. Foi amor à primeira aula: A partir dos estudos dos 3 campos narrativos, criados pelo teórico americano David Bordwell, estou descobrindo como a técnica é uma ferramenta essencial para a escrita de roteiros. E também para sua melhor análise e compreensão. E por que não, para criticar meus projetos pessoais.
A grande virtude de uma boa análise está em entender o quê (e como) um projeto está querendo lhe dizer alguma coisa. E fazer as perguntas certas. Sem isso, em primeiro lugar, não há análise competente. Uma boa análise JAMAIS se apoia no gosto pessoal. Ela se vale de objetivos e interesses dos envolvidos, oportunidade, momento e entendimento.
Mas voltemos à técnica...
Para quem acha que isso é um bicho feio que lança raios congelantes e engessadores, meus pêsames. E não reclame se o feedback do seu projeto for mais negativo do que positivo!
O conhecimento - e o domínio - da técnica te levam a fazer os questionamentos corretos pra entender os eventuais problemas. Veja que não estou aqui falando de manuais com regras e fórmulas. Tampouco estou criticando ou abominando sua existência - todos eles beberam em fontes mais sólidas, estabelecidas há mais de dois mil anos. A técnica dialoga diretamente com a arte e com o contexto sociocultural na qual está inserida.
Fato é que a técnica tem me ajudado a olhar com mais atenção e cuidado para os projetos que analiso. E a, realmente, dar sugestões construtivas, que levem a soluções satisfatórias. A expressão "conheça o seu público" agora é empregada da forma correta - e sim, tem a ver com cultura e com História!
Caros amigos, só posso dizer mesmo que a técnica liberta. Da dúvida. Da ignorância. Da limitação. Porque quando você a tem internalizada, sobra mais tempo para criar e inovar.
E se vale a analogia barata: Só se pode transgredir o processo de preparo de um bolo de chocolate se realmente souber como se faz um. Não preciso dizer mais nada, né?
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Amigos roteiristas, uni-vos!
Olha eu aqui tirando a poeira do blog!
O motivo: um apelo.
Amigos roteiristas, uni-vos!
Por que raios essa é uma classe tão desunida e desinformada?
Ponto um: Tenho conversado bastante com roteiristas de diferentes panelas (novatos, experientes, dedicados, convencidos, consagrados) e cada vez mais percebo que a questão da autoria é um calo incômodo...
Lembremos que a obra audiovisual é uma obra coletiva.
E que receber um crédito de "um filme de" ou "criado por" requer trabalho coletivo bem liderado e muita ralação.
E tem gente por aí que quer ser autor e não sabe o básico, como registrar os direitos autorais de sua obra. #vergonhaalheia
Ponto dois: Por que roteiristas não podem ser roteiristas?
Por que trabalhar sozinho e se privar das trocas incríveis com outras pessoas?
Felizmente, tive também a sorte de conhecer alguns talentos generosos e preocupados com a qualidade do que está sendo produzido, prontos pra dividir todo e qualquer conhecimento em prol de uma dramaturgia mais sólida. Isso não é ótimo?
Precisamos de mais iniciativas assim!
Vamos parar de almejar o topo da montanha sem saber como se faz para escalá-la!
A analogia é brega, mas o conceito é esse.
O motivo: um apelo.
Amigos roteiristas, uni-vos!
Por que raios essa é uma classe tão desunida e desinformada?
Ponto um: Tenho conversado bastante com roteiristas de diferentes panelas (novatos, experientes, dedicados, convencidos, consagrados) e cada vez mais percebo que a questão da autoria é um calo incômodo...
Lembremos que a obra audiovisual é uma obra coletiva.
E que receber um crédito de "um filme de" ou "criado por" requer trabalho coletivo bem liderado e muita ralação.
E tem gente por aí que quer ser autor e não sabe o básico, como registrar os direitos autorais de sua obra. #vergonhaalheia
Ponto dois: Por que roteiristas não podem ser roteiristas?
Por que trabalhar sozinho e se privar das trocas incríveis com outras pessoas?
Felizmente, tive também a sorte de conhecer alguns talentos generosos e preocupados com a qualidade do que está sendo produzido, prontos pra dividir todo e qualquer conhecimento em prol de uma dramaturgia mais sólida. Isso não é ótimo?
Precisamos de mais iniciativas assim!
Vamos parar de almejar o topo da montanha sem saber como se faz para escalá-la!
A analogia é brega, mas o conceito é esse.
domingo, 17 de maio de 2015
Sobre ser roteirista
Toda vez que eu preciso preencher um cadastro e perguntam a minha profissão, é uma crise...
São cinco segundos que duram anos de uma viagem mental interna sobre "por que eu não sou capaz de simplesmente responder que sou roteirista". Sempre respondo outra coisa.
Nunca sei se faço isso pra não levantar questionamentos alheios ou se é porque eu mesma não acredito nisso. Bem, se eu pensar racionalmente, é porque não me considero uma ainda. Que o diga este blog com o qual eu tenho o suposto compromisso de escrever semanalmente...
Roteiristas são pessoas criativas, pessoas que não cabem no "nine to five", pessoas que tem sobre o que escrever. São escritores que sabem escrever dentro de uma forma, que é o roteiro. Escrever um roteiro é transpor formas literárias e gêneros narrativos em algo que possa ser VISTO e OUVIDO. Sim, porque o roteiro é, puramente, sobre IMAGEM e SOM.
Mais do que isso, roteiristas são aqueles que passam seus dias criando mundos, pessoas, diálogos, ações e reações, para compor uma história (ou um recorte dela). É sobre “o quê?”, “quem?”, “como”, “quando” e “por quê?”.
Roteiristas são deuses de mundos ainda inexistentes ou inexplorados.
Roteiristas escrevem sobre coisas que amam ou coisas com as quais se identificam, mesmo que minimamente, porque é um ofício que requer envolvimento de corpo e alma, requer crença.
Roteiristas estão sempre à busca de maneiras melhores de dizer isso ou aquilo, de mostrar isso ou aquilo. E essas coisas todas precisam fazer um sentido, não só para a história, mas para o mundo, porque roteiristas precisam entender o porquê de estarem contando essa ou aquela história, qual a sua contribuição para a humanidade.
Ser roteirista é muito mais do que sobre escrever um roteiro. É sobre paixão. É sobre saber o que se quer dizer. É sobre expressar-se.
Mais que um ofício, escrever roteiro é uma forma de Arte.
Ser roteirista talvez seja, muito mais do que a prática de um ofício, um estado de consciência. Eu me sinto roteirista? Sou capaz de responder a essas perguntas? Eu realmente tenho algo a dizer?
E assim, talvez, quando eu achar que tenho essas respostas, talvez aí eu possa responder sem pestanejar quando me perguntarem qual é a minha profissão.
São cinco segundos que duram anos de uma viagem mental interna sobre "por que eu não sou capaz de simplesmente responder que sou roteirista". Sempre respondo outra coisa.
Nunca sei se faço isso pra não levantar questionamentos alheios ou se é porque eu mesma não acredito nisso. Bem, se eu pensar racionalmente, é porque não me considero uma ainda. Que o diga este blog com o qual eu tenho o suposto compromisso de escrever semanalmente...
Roteiristas são pessoas criativas, pessoas que não cabem no "nine to five", pessoas que tem sobre o que escrever. São escritores que sabem escrever dentro de uma forma, que é o roteiro. Escrever um roteiro é transpor formas literárias e gêneros narrativos em algo que possa ser VISTO e OUVIDO. Sim, porque o roteiro é, puramente, sobre IMAGEM e SOM.
Mais do que isso, roteiristas são aqueles que passam seus dias criando mundos, pessoas, diálogos, ações e reações, para compor uma história (ou um recorte dela). É sobre “o quê?”, “quem?”, “como”, “quando” e “por quê?”.
Roteiristas são deuses de mundos ainda inexistentes ou inexplorados.
Roteiristas escrevem sobre coisas que amam ou coisas com as quais se identificam, mesmo que minimamente, porque é um ofício que requer envolvimento de corpo e alma, requer crença.
Roteiristas estão sempre à busca de maneiras melhores de dizer isso ou aquilo, de mostrar isso ou aquilo. E essas coisas todas precisam fazer um sentido, não só para a história, mas para o mundo, porque roteiristas precisam entender o porquê de estarem contando essa ou aquela história, qual a sua contribuição para a humanidade.
Ser roteirista é muito mais do que sobre escrever um roteiro. É sobre paixão. É sobre saber o que se quer dizer. É sobre expressar-se.
Mais que um ofício, escrever roteiro é uma forma de Arte.
Ser roteirista talvez seja, muito mais do que a prática de um ofício, um estado de consciência. Eu me sinto roteirista? Sou capaz de responder a essas perguntas? Eu realmente tenho algo a dizer?
E assim, talvez, quando eu achar que tenho essas respostas, talvez aí eu possa responder sem pestanejar quando me perguntarem qual é a minha profissão.
domingo, 8 de março de 2015
Pelo direito de ser quem você quiser ser...
Desde que queimamos o primeiro sutiã, muita coisa mudou... E mesmo que ainda haja um longo caminho a ser percorrido, vivemos em uma época de liberdade.
Assim, neste breve post, expresso meus sinceros sentimentos sobre o Dia Internacional da Mulher:
Pelo direito de decidir sobre seu próprio corpo em todos os aspectos. Seja o de andar de roupa curta, transparente, justa (ou qualquer outra) sem ser julgada, condenada ou estuprada; Seja o de prevenir ou interromper uma gravidez indesejada (sem ser discriminada ou criminalizada); Seja o de explorar livremente sua sexualidade com quem e como se quiser e – sempre – de forma consensual.
Pelo direito de ter o mesmo salário e as mesmas oportunidades profissionais que o colega do sexo oposto.
Pelo direito de dividir igualmente as tarefas domésticas - e porque não - as da maternidade.
Pelo direito de gostar de histórias românticas (ou não), de se sentir sexy mesmo sem ter o corpo e o rosto das capas de revista, de aceitar uma gentileza do sexo oposto, de ser cortejada ou cortejar, de tomar a iniciativa, de desejar o príncipe encantado ou o casamento perfeito ou qualquer outra relação afetiva que te faça feliz.
Pelo direito de ser sensível ou dura como uma rocha, de ser frágil ou uma leoa.
De amar, de ser feliz e de ser a mulher que se deseja ser, em toda a sua plenitude - seja lá o que isso signifique pra cada uma de nós.
Assim, neste breve post, expresso meus sinceros sentimentos sobre o Dia Internacional da Mulher:
Pelo direito de decidir sobre seu próprio corpo em todos os aspectos. Seja o de andar de roupa curta, transparente, justa (ou qualquer outra) sem ser julgada, condenada ou estuprada; Seja o de prevenir ou interromper uma gravidez indesejada (sem ser discriminada ou criminalizada); Seja o de explorar livremente sua sexualidade com quem e como se quiser e – sempre – de forma consensual.
Pelo direito de ter o mesmo salário e as mesmas oportunidades profissionais que o colega do sexo oposto.
Pelo direito de dividir igualmente as tarefas domésticas - e porque não - as da maternidade.
Pelo direito de gostar de histórias românticas (ou não), de se sentir sexy mesmo sem ter o corpo e o rosto das capas de revista, de aceitar uma gentileza do sexo oposto, de ser cortejada ou cortejar, de tomar a iniciativa, de desejar o príncipe encantado ou o casamento perfeito ou qualquer outra relação afetiva que te faça feliz.
Pelo direito de ser sensível ou dura como uma rocha, de ser frágil ou uma leoa.
De amar, de ser feliz e de ser a mulher que se deseja ser, em toda a sua plenitude - seja lá o que isso signifique pra cada uma de nós.
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