segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Fresh start

Correr no parque começou como uma obrigação, mas acabou virando um hobby e um momento de higiene mental. E foi numa dessas corridas que me ocorreu algo sobre meu blog. Eu raramente tinha um post novo porque não estava escrevendo sobre a coisa certa. É meio óbvio mas é isso. A gente pode falar de qualquer coisa, mas só pode falar bem - e bastante - daquilo que a gente ama. Pronto. Resolvido. Aí, você pensa: A louca está achando que descobriu a América. E descobri! Demorei, mas entendi. Tudo que eu precisava fazer era guardar as conversas do almoço, os e-mails críticos, os comentários do Facebook e as ideias soltas ao vento para o lugar onde devia de fato estar me expressando. Onde posso até ser julgada, mas talvez também levante discussões interessantes com as pessoas mais improváveis. Então, aí está!
Há pouco eu iniciei uma nova etapa na minha vida profissional, me tornando uma legítima aprendiz do ofício, convivendo e trocando figurinhas com muita gente experiente, inteligente e generosa.
Então, a partir de agora, aproveitarei esse espaço para dividir com quem tiver vontade de ler, minhas impressões, anseios, experiências e aprendizados sobre minha grande paixão e, felizmente, meu ofício.
Espero vocês no próximo post!

domingo, 3 de agosto de 2014

Post reflexivo

Tá, eu vou (de novo) começar reclamando que já faz um tempão que eu não escrevo, o blábláblá de sempre. Agora, eu vou dizer que é porque nada interessante aconteceu (comigo) ou porque não tive nada interessante pra escrever. É e não é! Acontece que eu acho que ainda estou entendendo o meu processo criativo. Dia desses, tive duas ideias bem legais para novos roteiros, mas não anotei na hora e a coisa virou fumaça. Aliás, as ideias me ocorrem nas horas mais inusitadas e, quase sempre, sem papel e caneta por perto pra anotar. Nota: Definitivamente eu preciso aprender a usar mais o gravador do celular. Esse sempre está por perto. Mas acho meio ridículo ficar falando sozinha com o gravador. Que bobagem! Podia ser tão útil. Outra coisa que me chateia, é essa coisa de TER QUE TER uma opinião formada sobre tudo. Se você não fala, é sonsa. Se fala, vixe, escolha bem o seu lado, senão vai ser fuzilada. Isso é muito desgastante, sabe? Quero poder expressar minha alegria, indignação e choque com o mundo do meu jeito. Seja ele certo ou errado. Sem que o mundo se vire contra mim. Pode ser? Porque entendi que isso também faz parte do meu processo criativo. Observar, absorver, refletir, analisar e reagir à minha maneira, com a minha arte. De agora em diante, só me posiciono criativamente. Vai ser melhor pra mim, pro mundo, pra quem quiser entender. Paro agora de sofrer e escolho minha própria posição, meu próprio caminho.

segunda-feira, 24 de março de 2014

O peso da idade

Pra quem não acredita na possibilidade da existência de outras dimensões, outros mundos, eis meu conselho: Faça 30 anos. Sim, faça 30 anos. Tenho a legítima sensação que, ao completar 30, passei por um portal e deixei minha disposição do outro lado. E foi uma entrada em grande estilo: Comemorei o aniversário de 30 anos numa mesa de hospital, 03 horas de cirurgia e um apêndice supurado. Animado, né? Não. Nem um pouco. De lá pra cá, só engordei. Aliás, começo a achar que as mulheres solteiras ou desiludidas são mais felizes e se amam mais. Estão sempre magras e lindas. Muito amor próprio. Porque quando a gente se casa, transfere esse amor para a cara metade e faz o quê com o vazio que fica? Preenche com comida. Muita. Nos horários mais desnecessários. E com muita gordura. Só que seu metabolismo rápido também ficou na outra dimensão e agora você é uma gordinha sedentária que fica sonhando com as férias. Com o travesseiro. Com a próxima refeição. Você tenta explicar pro seu cérebro que você não quer ser gorda e sedentária. Mas ele te engana. Começa com uma dor no pé, outra nas costas, falta de ar. E o manequim só aumentando. Compra roupa nova e mais larga. Essa é a pior traição. Você nunca mais vai voltar ao número menor! E qual é a solução? Não sei. Ainda não encontrei. Posso fazer uma lista das coisas que não funcionaram. Separar do marido? Não quero. Tentar comprar um passe pra antiga dimensão? Esquece, o máximo que você vai conseguir é um passe pra mesa de cirurgia plástica. Aceitar a nova realidade? Nem pensar! Mas é preciso correr porque ouvi dizer que na curva dos 40, tem outro portal. E lá a coisa fica séria. Ser gorda e sedentária será o menor dos seus problemas...

Aprendendo todo dia

Nas últimas semanas, aprendi do jeito mais doloroso o que significa "quem fala o que quer, ouve o que não quer". São coisas da vida e, infelizmente, não vou deixar de opinar só porque talvez eu possa não agradar. Ninguém é perfeito e muita gente boa no passado foi criticada e massacrada pra conseguir respeito por suas ideias. Talvez eu esteja fazendo história. Talvez seja melhor eu apenas acreditar nisso. Talvez eu morra sem saber. Não importa. Vou continuar acreditando em mim e na minha missão nesse planeta.
Mas eu queria mesmo era falar de paixão. No seu sentido mais amplo. Você sabe de verdade quando uma coisa te agrada quando sente aquele ímpeto, aquela ansiedade, aquela excitação que faz palpitar o coração e outras partes (por que não?). É um prazer sublime estar envolvido com o objeto da paixão. E só quem já se apaixonou sabe que sentimento é esse. É uma certeza tão absoluta, uma necessidade tão urgente, tão precisa, que te deixa cego.
Poucas vezes na minha vida eu tive esse sentimento. Mas todas as vezes, foi arrebatador e certo. Nada parecia ser mais certo do que aquilo. E continua sendo. Será que você me entende? Um dia vai entender. Porque sem paixão, a gente não vai adiante. Sem esse arrebatamento, não tem futuro. Mente quem diz que vive o agora. O agora não existe. O agora é amanhã. E foi ontem. É o próximo segundo.
A paixão te faz mais inteligente, mais viva, mais interessada e mais interessante. A paixão é seu alimento. Nada mais importa. Você sabe e ponto.
Te desafio a listar em 10 segundos suas paixões.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

De passagem

E olha eu aqui de novo! Eita blogueira de araque! Depois reclama que não tem seguidores! Tá aí! Resultado da preguiça de não se forçar a escrever toda semana, que seja... Bom, mas vamos lá. Água mole em pedra dura... Pra variar, reli todos os posts anteriores (que não são muitos) e fiquei feliz em saber que algumas coisas definitivamente andaram nessa minha vida! Ae! Viva! E encontrei uma frase que realmente me define "Quem já provou do infinito, não se contenta com o horizonte." Não sei se li isso em algum lugar ou se saiu da minha cabeça louca mesmo... Pode soar brega, mas é bem isso. Quem já provou do infinito, não se contenta com o horizonte. E quem já aprendeu a nadar no raso, quer mesmo é ir pro fundo! Bora mergulhar nesse marzão e enfrentar tubarões! Pelo menos lá não tem onda! hahaha E como resolução de 2014, eu preciso ser mais amiga desse blog. Quem sabe assim eu arrumo uns seguidores, né? Se eu ganho uns "likes" no FB, eu também posso ganhar uns amiguinhos aqui... Ó, que fácil!
Vamos então aproveitar a oportunidade e comentar um post bacana.
Esse também é resolução para 2014 e foi escrito pela minha ex-professora, orientadora de graduação, roteirista e escritora Sabina Anzuategui. Um dia, espero também mandar as minhas dicas aos iniciantes...

Às vezes me pedem sugestões para a carreira de roteirista. Organizei as respostas recentes abaixo:

1 - todo mundo precisa saber que você escreve e quer escrever roteiros profissionalmente (amigos, colegas de trabalho, etc). Você precisa deixar seu perfil de trabalho claro, pra que as pessoas lembrem de você quando uma vaga surgir.
-> Água mole em pedra dura, lembra?

2 - Faça um plano de escrever suas coisas pessoais, com prazos, objetivos, etc, mesmo que não tenha nenhum trabalho remunerado no momento.
Podem ser roteiros, ou peças de teatro, ou livro, etc.
Isso traz prática, segurança, portfolio.
Quando uma chance aparece, você tem que estar pronto.
(não dá pra esperar uma vaga pra começar a escrever).
-> Viu, Juliana! Que tá esperando pra sentar a bunda na cadeira e vomitar tudo que tem nessa cabeça?!

3 - Divulgue o que você faz como for possível.
Mostre para as pessoas, faça contatos pela internet, etc.
Precisa ter um equilíbrio entre cara de pau e elegância.
Excesso de cara de pau pode ficar chato, mas sem um pouco disso ninguém sabe que você existe.
-> Ufa, esse blog já deve servir pra alguma coisa, né?

4 - Procure informações sobre as produtoras e roteiristas em SP, e tente fazer contato e se oferecer.
Monte um portfolio legal com alguns textos curtos, alguns videos, etc. Só o que você achar realmente legal.
É difícil fazer contato com desconhecidos e manter o charme... mas às vezes você conhece alguém no trabalho, num festival, numa festa, etc. Precisa achar um jeito de falar naturalmente do seu interesse, quando a conversa permitir.
-> Se eu me oferecer mais, vai ficar chato, mas tá valendo! Vamos mostrar as pernocas na estrada, né?

5 - Frequente festivais de curtas, documentarios, etc.
Tente cumprimentar e elogiar as pessoas que fizeram coisas que você gostou (só quando for sincero)
Ajuda a fazer contatos e conhecer as pessoas.
-> Networking é tudo, people! Believe me!!!

6 - Leia livros americanos sobre roteiro de TV, cinema, terror, suspense, etc. É bom pra ficar atualizado e mostra internacionalização. -> McKee que o diga!

O mercado de trabalho não é muito bom. Por ser uma carreira que desperta o sonho de muita gente, há sempre pessoas querendo entrar, e muitos jovens se dispõem a trabalhar barato, em busca de nome e experiencia. Como os salários iniciais são baixos, muitos iniciantes são bens jovens. Há gente que vem de outras áreas, como publicidade, aí começam mais velhos. -> Já diria nossa amiga Tati "Quebra-Barraco" Bernardi...

Existe um mercado mas exige muita dedicação e persistência. -> De novo, água mole em pedra dura(leia-se diamante)

É, Sabina, exige estudo, dedicação, paciência, diplomacia, paciência, diplomacia, paciência... Mas nóis é brasileiro e num desisti nunca!

Porque quem já provou do infinito...

Certezas

Hoje, ouvi a frase que melhor define nossa existência: “Eu vim para este mundo para ter dúvidas porque o dia em que eu tiver certezas, já posso morrer”. E parei para pensar que um dos males do novo século é o individualismo. Quanto mais se isola em sua própria ilha, mais egoísta fica. Já não se respeita o espaço do outro, a opinião do outro, a limitação do outro. Pré-julga sem conhecer e não quer conhecer!
Não deveríamos nós todos conviver em sociedade? Doutro modo, cada um teria seu planeta!
Nós não nascemos sozinhos. Temos família. Vamos à escola e convivemos com diferentes pessoas. Vamos ao trabalho e convivemos com diferentes idéias ou ideais. Casamos e convivemos com diferentes opiniões, gostos, manias e aprendemos a dividir o espaço. Temos filhos e aprendemos a dividir o tempo e o amor. Conviver é fazer concessões, compartilhar, compreender, respeitar. Quando não o fazemos, as coisas só podem acabar em guerras ou revoltas da natureza.
Por que então essas pessoas insistem em impor aos outros suas certezas?
Só posso concluir que estas sejam pessoas sem família, sem amigos, sem amores, sem herdeiros, sem respeito, sem educação, sem dúvidas.
E se não há dúvidas, que morra então para ser sepultado no jardim da ignorância.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Voltei!

Eu devo ser, de longe, a blogueira mais relapsa da face da Terra. Mas tudo bem, ninguém é perfeito mesmo... Hoje comecei a reler alguns dos posts desses últimos dois anos e achei muito engraçado que, algumas coisas não mudam. Deveriam, mas não mudam. E percebi que eu começo a pensar demais sobre a vida quando fico ociosa (e ansiosa). Essa sensação de que hoje não está acontecendo nada e que eu preciso esperar a novidade em um amanhã qualquer me deixa totalmente desanimada. Ainda mais quando acabo de receber aquele chacoalhão mental me lembrando do que realmente me move, me inspira, me apaixona e me faz feliz. Aniversário chegando, inferno astral rolando, mudanças sempre estiveram presentes na minha vida no mês de Agosto. O fato é que eu SEI que preciso agir, mas sou tomada por forças maiores que me impedem de agir de pronto, talvez porque tudo precise de planejamento, e eu não gosto muito disso. Aí, eu me acomodo e volto ao estado "stand-by" por mais um ano. Eu tenho uma lista de coisas que preciso fazer, só não estou conseguindo saber COMO. Será que existe um jeito de fazer o universo cumprir com a parte dele e trabalhar a meu favor?