terça-feira, 13 de agosto de 2013

Voltei!

Eu devo ser, de longe, a blogueira mais relapsa da face da Terra. Mas tudo bem, ninguém é perfeito mesmo... Hoje comecei a reler alguns dos posts desses últimos dois anos e achei muito engraçado que, algumas coisas não mudam. Deveriam, mas não mudam. E percebi que eu começo a pensar demais sobre a vida quando fico ociosa (e ansiosa). Essa sensação de que hoje não está acontecendo nada e que eu preciso esperar a novidade em um amanhã qualquer me deixa totalmente desanimada. Ainda mais quando acabo de receber aquele chacoalhão mental me lembrando do que realmente me move, me inspira, me apaixona e me faz feliz. Aniversário chegando, inferno astral rolando, mudanças sempre estiveram presentes na minha vida no mês de Agosto. O fato é que eu SEI que preciso agir, mas sou tomada por forças maiores que me impedem de agir de pronto, talvez porque tudo precise de planejamento, e eu não gosto muito disso. Aí, eu me acomodo e volto ao estado "stand-by" por mais um ano. Eu tenho uma lista de coisas que preciso fazer, só não estou conseguindo saber COMO. Será que existe um jeito de fazer o universo cumprir com a parte dele e trabalhar a meu favor?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Plim!

Depois de algum tempo de limbo, tentando absorver e entender a nova etapa da minha vida, cá estou eu, acordando de um coma criativo que, ora ou outra vem me assombrar, como um sintoma de um mal maior ainda não descoberto pelos médicos clínicos, psicólogos, psiquiatras, terapeutas e afins.
Escrever já foi uma coisa flúida na minha rotina. Já foi. Hoje eu fico “xufrendo”(jeito simpático de sofrer) por semanas até conseguir botar algumas letras no papel.
Os três últimos meses foram bem animados(leia-se: trabalhei pra caramba, sem parar), mas quando eu começava a me equilibrar no turbilhão... Um balde de água morna. Morna porque não parou de vez, só diminuiu. E as festas de Natal e Ano Novo foram ‘OK’.
2012 começa letárgico e a palavra da vez na minha lista de prioridades é CRIATIVIDADE. Na vida, no casamento, no trabalho, na profissão... É sempre aquela época em que você se lembra dos desejos que tinha quando fez vinte anos (olha eu aqui de novo xufrendo com a coisa da idade). O tempo passando, as prioridades mudando, a juventude esvaindo-se... Dá um desânimo...
Eu fico vendo esse povo sacudido, que não para, tá sempre metido em alguma coisa, se mexendo (me entende?) e me pergunto o que é que falta para eu sentir esse mesmo comichão. Aproveito aqui para explicar meu comentário sobre a coisa da idade: Kátia, my darling, a juventude está no espírito! E de espítiro, você deve ter uns 19 anos, viu? Muita água por baixo dessa ponte ainda, amiga!
O que é que faço pra sair desse marasmo criativo? Leio, leio, leio. Espremo, espremo, espremo. Nada. O que é que falta? O que que tem de errado comigo? Me dou o prazo de 3 meses para descobrir. Caso contrário...

sábado, 22 de outubro de 2011

Na alegria, na tristeza, na saúde e na doença...

Neste um ano usando a aliança dourada no dedo anelar da mão esquerda, eu aprendi muita coisa. Há quem vá dizer que casar é juntar as escovas de dente. Eu diria que, mais do que juntar, casamento é sobre dividir, ceder, compartilhar. E não somente as coisas materiais. É sobre dividir seu tempo, sua atenção, sua preocupação, suas alegrias e tristezas. Amar me parece algo mais grandioso que um coração em um cartão escrito “Eu te amo”. Amar é abrir mão de um monte de coisas que você achava importante e dedicar seu coração a ouvir o outro, a entender o outro, a respeitar o espaço do outro, a compartilhar com o outro.
Neste um ano de casamento, eu posso dizer que aprendi a amar de verdade, embora, como todo ser humano, às vezes falhemos. Um ano que foi maravilhoso, mesmo sendo mais de tristeza e doença, nós sempre procuramos viver com alegria e saúde. Tudo isso porque eu tenho ao meu lado uma pessoa maravilhosa que também sabe o que é amar de verdade.
Mor, eu te amo muito mesmo, de verdade. Você é a jóia preciosa da minha vida. Espero ter uma vida deliciosa e ficar velhinha ao seu lado.

domingo, 31 de julho de 2011

Amigos

O dia do amigo passou e eu fiz uma notinha para essas pessoas tão especiais na minha vida. Tá atrasado, mas vou postar aqui também...
20/07/2011
Tem aquele que te incentivou a estudar e prestar vestibular para a faculdade e que te empresta a casa quando vc não tem pra onde ir. Tem aquele que vem te ver, assim, só pra saber como vc está e adora seu bolo ruim de cenoura. Tem aquele que te carrega no colo até o hospital quando vc machucou o pé e não pode andar ou te leva pro hospital quando vc machucou a perna ou foi atropelada. E tem aquele que te põe pra cima quando vc está se achando um nada e não te julga pelas coisas idiotas que vc fez. Tem aquele que está sempre de bom humor e só uma palavra de carinho já te deixa feliz o dia todo. Tem aquele que dorme na sua casa pra vc não ficar sozinha quando seu marido viaja e te deu a maior força com o seu vestido de noiva. Tem aquele que vai te representar no sindicato, te manda presentes e foi seu primeiro amigo no emprego novo, da cidade nova. Tem aquele que te manda presentes, mesmo sabendo que talvez não receba outro em troca, só pelo prazer de te dar uma coisa que vc gosta. Tem aqueles que vc não vê sempre, mas lembra deles todos os dias e fica feliz por saber que eles existem. Amigos. Vcs sabem quem vcs são e eu AMO vcs! Feliz Dia do Amigo!

Eu

Sou uma mulher de muitas facetas
Uma leoa, uma gata, uma deusa, uma criança
Sou o que preciso for para conseguir o que quero
O momento faz a veste e a máscara
No fundo, sou um todo em partes, ora iluminadas, ora não
E elas se conversam, se amam, se odeiam, se elogiam, se criticam.
Eu tenho a doçura de uma fera, a dureza de um algodão
Um sorriso, um olhar, um gesto desengonçado
Cada movimento é genuíno, mesmo quando não é nobre
Eu me transformo, a cada instante, tentando ser eu, tentando ser o eu do momento ou o que mais me seja conveniente.
Não se assuste, não duvide, não questione.
São essas tantas facetas que fazem de mim um diamante
Tão preciosa, tão dura e tão cheia de brilho.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A espera

Já faz um tempo desde a minha última postagem, mas quase nada mudou. Bom, tirando o fato de eu estar trabalhando agora e a cabeça ficar beeem mais ocupada. Continuo sem casa, sem rumo, sem saber o que fazer. Uma eterna espera, como a moça na janela do quadro de Salvador Dalí.
Eu fico tentando imaginar como conseguirei ser uma profissional bem sucedida, como comprarei uma casa, um carro, como farei mais viagens inesquecíveis, como cuidarei dos meus filhos, dos meus pais. Você sabe, todas aquelas coisas mundanas e irremediáveis. E fico tentando estipular para a minha mente que eu tenho 10 anos para realizar tudo isso porque aí eu terei 40 anos e muita coisa já não poderá mais ser feita. Aliás, quando se faz 30 anos de idade, você se dá conta que muitas coisas que você dava tanta importância ou queria muito já não fazem a menor diferença, tenha você as conquistado ou não. As prioridades são outras, os medos são outros, os anseios então... Só alguns sonhos ainda insistem, mas tudo bem. Você lida com isso.
É uma longa espera e você não sabe mesmo se vai chegar aonde almejou estar. E isso é tão frustrante, principalmente quando você não sabe se tem potencial para. Pelo menos eu não consigo ir levando. Quero ter certeza que vai dar certo. Assim vivem os pessimistas. Ou realistas. Os angustiados, os deprimidos, os tristes, os insaciáveis...
Olhar a moça na janela me traz o exato sentimento dessa espera cega. O que eu posso fazer até lá? Será que estou no caminho certo? Será que estou indo devagar demais? Será que pulei alguma etapa? Onde foi que eu errei? O que posso melhorar? Só saberei quando chegar lá... Lá? Lá é tão lindo... Olha aí pela janela... Tá vendo?

sábado, 7 de maio de 2011

Mães



Hoje é dia das mães e sábado eu fui visitar minha vovó de oitenta e lá vai fumaça de anos. Uma graça. Saúde de ferro, embora a cabeça já não esteja lá essas coisas. Quando cheguei, ela comentou: "Todas as minhas meninas..." Lá estavam eu, minha mãe, minha tia, uma prima dela de sessenta e poucos anos. Muitas mulheres. Muitas gerações e anseios diferentes. E é inevitável olhar as mais velhas e não pensar que elas são você amanhã. Com tudo de bom e de ruim que isso pode significar, pois elas são o exemplo e modelo do que você quer e não quer pra você. E mesmo com tantas diferenças, você conta com elas, você as escuta e as ama. E é isso. Acho que neste dia das mães em que a grana não vai dar para cumprir o protocolo capitalista, amar e respeitar as diferenças é o único presente que posso oferecer. O melhor. O mais importante. Ai, ai... A convivência é uma coisinha complicada, quer dizer, a gente faz ser. Porque para uma senhorinha de oito décadas, uma visita de meia hora foi a coisa mais maravilhosa do mundo.